Dentro de
um determinado contexto, analisando os diversos e diferentes emails
que recebo de leitores, vou tentar explicar qual é o fascínio
masculino pela punheta e suas diferentes motivações
quando estão dentro ou fora de um relacionamento amoroso:
1. Tédio
Quando nós estamos entediadas fizemos as unhas, o cabelo,
assistimos TV, falamos sem parar, lemos romances, fizemos compras e
reclamamos. Os homens trabalham, jogam video-game e fazem sexo.
Mas sexo real pode dar muito trabalho num dia de preguiça,
então ele vai se entreter com masturbação. Ele
tem uma aparente sensação de prazer, ativa núcleos
de dopamina do cérebro e pode seguir o dia com uma sensação
menos apática.
Ele prefere não envolver a parceira nisso, as vezes nem é
viável, e se fosse para muitas mulheres seria estranho que o
parceiro dissesse “ei, estou entediado, vamos meter?”
É a melhor solução? Não. Ele poderia agir
diferente? Sim. Como? Criando uma vida significativa para si que o
realimentasse sem que precisasse de escapismos. No entanto, a
realidade é diferente do que gostaríamos.
2. Descarga de tensão
Sabe aquele dia que você está morrendo de vontade de
comer um prato delicioso, tem todos os ingredientes em casa, mas está
um frio de rachar o cérebro para levantar e cozinhar? O que
fazer? Come uma pizza requentada de ontem, rápida, fácil
e mata a fome.
Muitas vezes a masturbação é isso, pura descarga
de tensão, nada demais, apenas um recurso (literalmente) à
mão para aliviar algum sentimento ou sensação
corporal incômoda. Como os homens têm um certo bloqueio
ou falta de acesso ao que se passa em sua mente, por pura falta de
incentivo e treino, é comum não saberem canalizar
alguma angústia ou tristeza de forma verbal. Mulheres falam,
homens punhetam.
Nesse caso é essencial que o cara aprenda a identificar o que
o perturba para que a masturbação não se torne
uma muleta emocional sem fim. Até para poder distinguir a
diferença entre ejaculação e orgasmo, pois
nessas horas ele procura orgasmo e o que vem é um subproduto
ejaculatório na masturbação.
3. Traição imaginária
Muitos homens canalizam seu desejo por transar indiscriminadamente
com outras mulheres por meio da masturbação. Ele vê
a gostosa da academia, não quer pular a cerca, depois encontra
a colega de trabalho sensacional, não quer chifrar a namorada,
passa na banca e dá de cara com uma revista pornô e sabe
que aquilo é falso, esbarra numa deliciosa loira andando na
rua e contorna seus instintos. Ele reúne no seu baú
imaginário fotos mentais de peitos, bundas, coxas e bucetas
para mais tarde. Em momento apropriado, tira da manga todas as
imagens para se estimular sexualmente só para deixar passar
por si a sensação, ainda que imaginária, de
tocar e penetrar alguma daquelas beldades.
Para as ciumentas de plantão, tentem raciocinar comigo – ele
não ama, quer casar ou se relacionar efetivamente com nenhuma
delas, apenas tem uma epifania instintiva que não o faça
perder o sentimento de caçador. Inibir isso no homem seria até
contraproducente em muitos casos, quase uma castração
psicológica pois aprisionaria os mesmos desejos dele que em
outro momento o ajudarão no sexo com a própria
parceira.
Justo? Não sei, mas é o que acontece. Não
precisamos sentir ciúme.
4. Autoafirmação
O sentimento de auto estima do homem tem reguladores muito frágeis
pelo fato da maioria deles serem externos. O status profissional,
grana, aparência, currículo sexual, força física
e dominância social podem escapar de suas mãos a
qualquer momento.
Portanto, ele pode se sentir abalado por muitas forças que não
controla e sua vulnerabilidade vai sendo testada a todos os momentos.
Sua oscilação emocional acrescida da pressão
externa pode ser abalada por uma palavra mal colocada, uma ameaça
de demissão, uma dívida imprevista ou uma parceira
chiliquenta. Ele quer fingir, mas não é de ferro.
Se o sentimento de “fodão sem limites” cria uma rachadura,
o sexo é uma forma dele se restabelecer. Mas se falta a ele
uma cumplicidade (ou imagina que falta) no relacionamento, ele acaba
usando a masturbação como meio de levantar sua espada
para o alto e seguir cambaleante em sua guerra mental.
Diante das putarias do filme pornô com mulheres altamente
sedentas de sua pica de ouro imaginária, ainda que por alguns
instantes, o seu reinado emocional fica de pé. Ele não
precisa convidar para jantar, colocar música de fundo e nem
criar clima, é pura meteção mental autocentrada.
Sem convite e sem despedida, tudo no ritmo dele. Ali ele se sente o
Deus do sexo inquestionável e projeta para si o homem
indestrutível que gostaria de ser na realidade.
Se isso vira um hábito mental, cria-se uma deficiência
psicológica que o impede de encarar de frente o monstro real.
Mas na ausência de recursos mais sofisticados, a boa e
redentora punheta o ajuda na tarefa complexa de seguir em frente.
5. Medo de intimidade
Talvez seja esse o fator mais perturbador para a maioria dos homens,
afinal, o grande temor desconhecido da maioria é a perda da
liberdade, ou em termos psicológicos, o senso de identidade
pessoal.
Como os homens são treinados desde cedo a se sentirem heróis
invencíveis, é natural que qualquer possibilidade de
ameaça à estabilidade do seu ego seja perigosa. O
desejo das mulheres se tornarem uma só alma com os homens é
vista como uma invasão máxima a sua privacidade egóica.
É sentida como cortar suas bolas.
Portanto, a intimidade emocional que a mulher tanto deseja é
um convite ousado à exposição de todas as
vulnerabilidades emocionais que ele tenta esconde por uma vida
inteira. A masturbação é uma das muitas
estratégias que o homem usa (ao lado do álcool, dos
esportes, do trabalho) para evitar a diluição da pele
psicológica que ele habita. No seu onanismo rotineiro, os
medos e ansiedades de uma transa real (que a maior parte dos homens
nega) não o perturbam.
Muitos homens ao lerem esse texto vão até estranhar as
múltiplas possibilidades de motivações de sua
punhetinha santa de cada dia. É até natural, afinal,
essas como muitas coisas que se passam nos bastidores de sua mente
seriam fruto de análises profundas que muitos nunca se
permitem fazer.
Para as mulheres que não entenderam eu as lembro da gula que
muitas sentem por doces, mesmo já tendo, almoçado,
jantado e tomado café-da-manhã. Prazer imediato,
rápido, barato e sem esforços. Imagine ser condenada
por isso…É claro que não é regra: muitas de
nós também preferimos masturbação à
um Kit Kat nessas horas.
PS: “Não se ocupe em roubar de seu marido/namorado os
minutos de intimidade que ele elegeu para si, mas ocupe-se em
apoiá-lo cada dia mais em ser um homem mais maduro sem
repreendê-lo como uma mãe severa. Certamente é
última coisa que ele vai precisar num momento que se sente
muito exposto. Em ocasião oportuna, se sua curiosidade for
insuportável, puxe o assunto de um jeito leve e convide ele
para fazer o que estava fantasiando com você mesma.” Aposto
que ele vai adorar.


Artigo maraa....
ResponderExcluirEsta mulher saca tudo grande big meha beijao pra volupia
ResponderExcluirputa q pariu .... homens.....
ResponderExcluirbeim isto!
ResponderExcluirreal realidade
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